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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Como um símbolo secreto da Rosacruz pode transformar sua vida

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Antes de qualquer coisa, quero esclarecer que transformação alguma ocorre sem a presença efetiva do transformado. Dito isso, sigo compartilhando essa magnífica mandala alquímica datada de 1604, descrita como “a Montanha dos Filósofos”.

Como ninguém come uma pizza sem antes fatiá-la, qual a origem da Rosacruz?

Reza a lenda que a ordem da Rosacruz surgiu a partir das escolas de mistérios, instituições que dominavam o conhecimento no antigo Egito, quando o faraó Akhenaton decretou os parâmetros para o monoteísmo. Como organização de ordem, só nasceria no século 17, com a publicação de três manifestos que estabeleciam os objetivos e metodologia do “rosicrucianismo”.  Depois, em 1915, o filósofo americano H. Spencer Lewis organizou de fato a Rosacruz.

A ordem se autodenomina uma organização mística-filosófica que tem como missão despertar o potencial do ser humano, e a proposta desta figura desvelada nas ilustrações do célebre manuscrito de Altona publicado em 1785, é justamente essa.

É importante voltar o olhar para a figura à medida que descrevo os caminhos para atingir o domínio espiritual.

A primeira tarefa do iniciado é conseguir a aprovação do guardião representado por um ancião despido. A aceitação é atingida somente pela figura à direita, que faz um gesto aparentemente de surpresa por ter encontrado a entrada da montanha.

Podemos chegar à conclusão que o primeiro passo para transformação é o estado de espírito.

Uma vez passado o portal, o iniciado se depara com dois caminhos, um a esquerda representado pela lebre simbolizando as energias dinâmicas e ativas; E um a direita representado pela galinha chocando os ovos que simboliza o lento, firme e paciente.

Na prática, cada qual escolheria o caminho que mais lhe parece familiar, na realidade as duas facetas devem ser cultivadas na alquimia.

O próximo desafio, após ter sobrevivido a passagem escura da montanha, é a necessidade de encontrar o dragão, símbolo das energias primordiais não resolvidas no nosso inconsciente.

Só atravessa essa etapa, aqueles que fazem uso da força interior.

Feito isso, o iniciado está apto a adentrar o centro da montanha e recebe a autorização para investigar os mistérios desta.

O seguinte desafio é ultrapassar o imponente leão. Nesse momento, o iniciado já adquiriu o conhecimento de suas energias primais, contudo ainda não as integrou. Agora ele deve ter a coragem de enfrentar a alma humana, o leão se assim deseja continuar.

A alma humana em certo sentindo, é representada pelo egoísmo que facilmente vem à tona nesse ponto da escalada, aquele falso orgulho espiritual, injustificado e ainda não merecido. Aquele que conseguir vencer essa tendência passará com simplicidade pelo leão.

Transcorrido o leão é chegada a hora da purificação representada nas figuras da lua e sol na bacia e na fornalha. A lavagem do sol e da lua simboliza a extração das impurezas ou acrescências externas; A destilação na fornalha representa a purificação do interior da alma. Esses são os sinais que o iniciado alcançou seu objetivo.

No topo da montanha encontra-se a morado do espírito, na qual a alma do iniciado poderá habitar, olhando o mundo de cima, de um ponto privilegiado de consciência espiritual. Uma vez alcançado esse ponto, a transformação é concretizada, nada mais será impossível, o cotidiano passa a ser infinito!