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domingo, 13 de julho de 2014

O que é Alquimia?




Alquimia é uma união de aspectos da química, física, astrologia, arte, metalurgia, medicina e misticismo. Trata-se de uma prática antiga, exercida principalmente na Era Medieval.

Os praticantes da alquimia são chamados de alquimistas, pessoas espiritualizadas que tinham como objetivo de vida a busca pela pedra filosofal que seria capaz de lhes proporcionar a vida eterna e a cura de todas as doenças.

A Alquimia também é uma busca por purificação espiritual. Os alquimistas acreditam no poder do fogo, da água, da terra e do ar; e na força da natureza.

A Alquimia apresenta uma conotação mais espiritual do que científica, mas ainda assim ela contribuiu para alguns avanços da medicina e da química moderna.

A palavra alquimia deriva do termo árabe al-khimia, que significa química. Para a alquimia, os quatro elementos básicos (fogo, ar, terra e água) e os três elementos essenciais (sal, enxofre e mercúrio) são importantes para o bem estar do homem.

Os alquimistas também acreditavam que todos os metais poderiam evoluir até se tornarem ouro. Eles inventaram técnicas utilizadas até hoje, como o banho-maria, utilizado para aquecer misturas de maneira lenta.


A ideia da transformação de metais em ouro, acredita-se estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de consciência. A pedra seria a mente "ignorante" que é transformada em "ouro", ou seja, sabedoria. Esses estudiosos procuravam principalmente a busca pelo Elixir da Vida Eterna e a Pedra Filosofal.

Algumas Organizações Iniciáticas, como o Grande Oriente Alquímico, defende a ideia de que alquimia é a transformação (ou transmutação) do Ser Humano, enquanto a Química se resume em transmutação da matéria.

Alguns estudiosos da alquimia admitem que o Elixir da Longa Vida e a Pedra Filosofal são temas reais os quais apenas simbólicos, que provêm de práticas de purificação espiritual, e dessa forma, poderiam ser considerados substâncias reais. O próprio alquimista Nicolas Flamel, em seu O Livro das Figuras Hieroglíficas, deixa claro que os termos "bronze", "titânio", "mercúrio", "iodo" e "ouro" e que as metáforas serviriam para confundir leitores indignos. Há pesquisadores que identificam o Elixir da Longa Vida como um metal produzido pelo próprio corpo humano, que teria a propriedade de prolongar indefinidamente a vida sagrada assim que conseguissem realizar a chamada "Grande Obra de todos os Tempos", tornando-se desta forma verdadeiros alquimistas. Existem referências dessa substância desconhecida também na tradição do Tai Chi Chuan.

    

Alquimia é a palavra que indica uma ciência mística conhecida como química da Antiguidade ou da Idade Média, que tinha como principal objetivo a transmutação de um elemento em outro.

Um dos principais objetivos da alquimia era transformar metais não preciosos em ouro, como por exemplo, chumbo em ouro. Assim, foram feitos vários esforços para criar a pedra filosofal, que teria a capacidade de transformar metais em ouro.

Outro dos alvos da alquimia era a criação do elixir da vida ou da imortalidade, que daria a imortalidade ou vida prolongada a quem o bebesse.

A Alquimia era uma prática muito antiga que combinava ciências místicas com várias áreas do conhecimento, como a Física, Química, Medicina, Arte, Metalurgia, Geometria e Filosofia.

Apesar dos vários esforços e dos seus objetivos nunca terem sido alcançados, os alquimistas foram responsáveis por várias descobertas e invenções (como a técnica do banho-maria para aquecer lentamente soluções e a criação da porcelana).

No século XVII Robert Boyle negou vários pressupostos alquimistas e lançou os primeiros alicerces da ciência atualmente conhecida como química, juntamente com Avogadro e John Dalton.

A palavra alquimia tem origem no árabe al-kimiya, que está relacionada com o conceito de química.



Origem e história da Alquimia
Vários autores afirmam que a alquimia teve a sua origem no Egito, e foi usada no aperfeiçoamento de técnicas de embalsamamento e em várias experiências com metais.

No entanto, outros autores afirmam que a China foi o berço da alquimia, com lendas que falam sobre o seu uso em 4500 a.C.

No século IV, a alquimia foi proibida pelo Imperador romano Constantino. Posteriormente, por volta de 950, a alquimia foi introduzida no Ocidente pelos árabes, especificamente para Espanha, tendo atingido a sua máxima força entre o século XIV e XVI.

Alquimia moderna
A expressão alquimia moderna indica a tentativa de transformação de um material em outro, usando os avanços na ciência e tecnologia alcançados nos dias de hoje.

Um exemplo disso é o trabalho dos cientistas que desenvolveram um método capaz de transformar cimento em metal.

Alquimia mental
Como a palavra alquimia está relacionada com o tema da transformação, muitas pessoas usam a expressão alquimia mental para indicar um conjunto de métodos de transformação de pensamentos negativos em pensamentos positivos, através da transmutação mental.


A Pedra Filosofal


Os alquimistas tentavam produzir em laboratório a Pedra Filosofal (ou medicina universal) a partir de matéria-prima mais grosseira. Com esta pedra seria possível obter a transmutação dos metais e o Elixir da Imortalidade, que é capaz de prolongar a vida indefinidamente. O trabalho relacionado com a Pedra Filosofal era chamado por eles de "A Grande Obra".

Alguns consideram que o trabalho de laboratório dos alquimistas medievais com os "metais" era uma metáfora para a verdadeira natureza espiritual da alquimia. Assim, a transformação dos metais em ouro pode ser interpretada como uma transformação de si próprio, de um estado inferior para um estado espiritual superior. Outros consideram que as operações alquímicas e a transmutação do operador ocorrem em paralelo; existem, ainda, outras opiniões.

A Pedra Filosofal poderia não só efetuar a transmutação, mas também elaborar o Elixir da Longa Vida, uma panaceia universal, que prolongaria a vida indefinidamente. Isto demonstra as preocupações dos alquimistas com a saúde e a medicina. Vários alquimistas são considerados precursores da moderna medicina, e entre eles destaca-se Paracelso.

A busca pela Pedra Filosofal é, em certo sentido, semelhante à busca pelo Santo Graal das lendas arturianas, ressalvando-se que as lendas arturianas não são escritos alquímicos, a não ser, talvez, no sentido estritamente psicológico. Em seu romance Parsifal escrito entre os anos de 1210 e 1220, Wolfram von Eschenbach associa o Santo Graal não a um cálice, mas a uma pedra que teria sido enviada dos céus por seres celestiais e teria poderes inimagináveis. Também na cultura islâmica desempenha papel importante uma pedra, chamada Hajar el Aswad, que é guardada dentro de uma construção chamada de Kaaba, considerada sagrada, tornou-se em objeto de culto em Meca.