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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Renomado Stephen Hawking adverte: o Bóson de Higgs pode destruir o universo

De acordo com o famoso cientista Stephen Hawking, o recém-descoberto Bóson de Higgs possui potencial o suficiente para acabar com o universo por causa de um “retardo catastrófico de vácuo”. Em uma condição de altíssimo nível energético, o Bóson de Higgs poderia causar o colapso do espaço e do tempo, segundo o ex-catedrático de matemática da Universidade de Cambridge.



A chamada “partícula de Deus” poderia gerar um retardo catastrófico de vácuo se os cientistas conseguirem submetê-la a uma pressão extrema. De qualquer forma, um desastre desse tipo é, no momento, muito pouco provável, ainda mais se considerarmos que, para consegui-lo, “os físicos precisariam de um acelerador de partículas poderoso o suficiente para desenvolver um experimento semelhante”, afirma Hawking. E um acelerador com essas características teria que ser ainda maior que o planeta Terra, o que é praticamente impossível de conceber em termos econômicos – mais que técnicos.


“O Bóson de Higgs tem a característica preocupante de poder ficar megaestável a energias superiores a 100 bilhões de giga elétron-volts”, diz o cientista em um livro. O Bóson de Higgs, descrito teoricamente na década de 60 e oficializado em 2012, foi gerado no Grande Colisor de Hádrons do CERN, na Suíça, e alguns dos cientistas envolvidos na sua descoberta receberam o Prêmio Nobel de Física.



O LHC e a Partícula de Deus – Atualmente, o LHC, o Grande Colisor de Hádrons, do Cern (Centro Europeu de Pesquisa Nuclear), é considerado o maior acelerador de partículas do mundo. É nele onde os cientistas buscam resolver as lacunas da física moderna.

O acelerador é capaz de colidir partículas, como prótons, quando dois feixes de energia são disparados em direções opostas. A máquina faz as partículas subatômicas viajarem a velocidade da luz para simular as condições do Big Bang, explosão que deu origem ao Universo há mais de 14 bilhões de anos.

Foi dessa forma que os físicos comprovaram a existência do bóson de Higgs, também conhecido como Partícula de Deus. Segundo a teoria moderna do Modelo Padrão, essa partícula e o campo energético a ela associada foram responsáveis por conferir massa à matéria após o Big Bang.

O Bóson de Higgs foi proposto há mais de 40 anos para explicar a origem das massas das partículas pelo físico Peter Higgs. Ele sugeriu que todas as partículas não possuíam massa logo após o Big Bang.

Conforme o cosmos esfriou, um campo de força invisível, o “campo de Higgs”, se formou com seus respectivos bósons (um tipo de partícula subatômica). O campo permanece no cosmos e qualquer partícula que interaja com ele recebe uma massa através dos bósons. Quanto mais interagem, mais pesadas se tornam.

Nota: O bóson de Higgs ficou conhecido como Partícula de Deus após a publicação do livro "A Partícula de Deus: Se o Universo é a resposta, qual é a pergunta?", escrito em 1993 pelo físico Leon Lederman, ganhador do Prêmio Nobel.