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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Será que realmente estamos vivendo em um multiverso?

The Real Weekly Show
é, depois de décadas de estudos cada vez mais avançados na astronomia (e em outros ramos da ciência, como a física quântica), aquela velha teoria criacionista está praticamente derrotada nos dias atuais (só não percebe quem não vai atrás das informações), e isso não tem nada a ver em ser contra qualquer tipo de religião — a fé sempre vai existir, mas agora de uma forma mais consciente.

A questão da origem de tudo o que existe no mundo é provavelmente uma das questões mais inquietantes da História, assim como é uma dúvida cruel da humanidade, também. Até hoje, várias teorias foram formuladas e inúmeras hipóteses foram publicadas, mas nenhuma delas ainda foi comprovada. Mesmo assim, a teoria da existência de universos múltiplos vem ganhando muito espaço entre físicos, astrônomos etc.

Se você nunca ouviu falar sobre a teoria do multiverso, o Mega Curioso explica isso de uma forma rápida: pense em nosso universo como uma bolha (igual a um globo de neve), e que outros universos existem dentro de cada uma dessas bolhas. Nesse caso, o globo de neve seria a totalidade de tudo o que existe, com vários universos dentro dele, em que a nossa galáxia seria apenas uma parte extremamente minúscula nisso tud

Indian in the Machine

O que os caras do ramo dizem?

Pesquisadores do Instituto Perimeter de Física Teórica, na terra gelada do Canadá, dizem que a teoria de universos múltiplos decorre da ideia de haver um vácuo lá no início dos tempos. Com a palavra, a própria equipe: “O vácuo surgiu com energia — energia escura, energia do vácuo, campo da inflação ou campo de Higgs. Como uma água na panela de pressão, esta alta energia começou a evaporar, formando as bolhas”.

Acontece que cada bolha tinha outro vácuo dentro, cuja energia era consideravelmente menor. Esta energia inflou, fazendo com que as bolhas se expandissem, porém, algumas delas se esbarraram (uma na outra), produzindo outras bolhas menores, chamadas de secundárias. Nesse caso — como foi explicado acima —, cada bolha seria um universo.

Essa suposição surge a partir da noção de inflação cósmica, em que o universo teria se expandido tão rápido, que teria se distanciado após o início de tudo.


E onde fica o Big Bang nisso tudo?

A resposta é simples: aquilo que a galera chama de Big Bang seria apenas o evento que marcou o começo na nossa região cósmica. Sendo assim, outros universos teriam os seus respectivos Big Bangs e suas histórias e fábulas sobre o assunto, mas de uma maneira diferente do que ocorreu em nossa galáxia — com as suas próprias leis da física.

Já a teoria das Supercordas (se você não sabe o que é isso, clique aqui) diz outra coisa: os universos possuem as mesmas leis, só que com algumas variações nas constantes da natureza, como a massa e carga do elétron e do próton, diferenciando a intensidade da força gravitacional em determinadas regiões.



Isso é um problema para a nossa fé?

Claro que não! Pense no seguinte: de acordo com essas teorias, a chance de existir vida em outros planetas e galáxias é enorme (e põe enorme nisso!). Só para você ter uma breve ideia, um novo estudo mostra que aproximadamente uma em cada 37 ou uma em cada 70 estrelas como o sol podem abrigar vida inteligente.

Sendo assim, bilhões de planetas como a Terra podem existir apenas em nossa galáxia, imagine no restante do universo? Uma coisa é certa: não podemos ser tão egoístas, a ponto de ter certeza que somos os únicos habitantes do universo.

Indian in the Machine
Isso não vai contra a nossa fé pelo simples fato que não podemos colocar limites na liberdade criadora de Deus, certo? A chance de existir outros seres vivos criados por Ele — também inteligentes, uns mais e outros menos —, é absurdamente plausível. Contudo, vale lembrar que nada disso foi realmente comprovado — ainda não.