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domingo, 4 de janeiro de 2015

Imortalidade - Segundo Algumas Mitologias




1. Encontre o Santo Graal – Mitologia cristã

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Um dos artefatos mais conhecidos e cobiçados da mitologia cristã é o Santo Graal. Figura recorrente da cultura pop ocidental, tendo sido tema de diversos livros e até de um filme do Indiana Jones, o Santo Graal é o cálice onde Jesus bebeu na Última Ceia. Acredita-se também que esse é o recipiente com o qual José de Arimateia coletou algumas gotas do sangue de Jesus enquanto ele estava na cruz. Apesar de famoso e cobiçado, muito pouco se sabe, de concreto, sobre o objeto e as pistas sobre ele são tão diversificadas quanto ambíguas e confusas.
Em busca do Santo Graal, o Rei Arthur e seus cavaleiros viajaram muito longe, sem sucesso na empreitada. Dizem que somente as almas mais puras são capazes de encostar no cálice. Sir Galahad, um dos cavaleiros do Rei Arthur, supostamente alcançou a imortalidade, em virtude de ter sido o único homem capaz de tocar no Santo Graal.

2. Delicie-se com ambrosia – Mitologia grega

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Não, não se trata daquele doce com ovos que sua tia do interior faz nas festas de aniversário. Essa ambrosia é a bebida dos deuses gregos, que, segundo consta, teria um delicioso gosto de mel. A ambrosia era entregue aos atletas que participavam dos Jogos Olímpicos da Antiguidade por pombas, e era a fonte de imortalidade deles.
A vários mortais e semideuses foi dado o privilégio de beber desse precioso líquido, como foi o caso do semideus Héracles, filho de Zeus e Alcmena. Outros, no entanto, recorreram ao roubo, e por isso foram punidos. O rei Tântalo da Frígia, por exemplo, não teve muita sorte e foi preso em um poço cheio d’água, com a comida sempre fora de alcance. O nome e a história de Tântalo deram origem à palavra “tantalize”, em inglês, que pode ser traduzida como “atormentar, provocar”.
Outras figuras mitológicas quase provaram da lendária bebida, mas tiveram seu desejo rejeitado no último momento, como a história do herói Tydeus, que estava prestes a ser feito imortal pela deusa Athena, até que ela o flagrou comendo cérebro humano e mudou de ideia.

3. Tente as maçãs douradas – Mitologia nórdica

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As maçãs douradas nórdicas são diferentes de suas homólogas gregas porque todos os deuses nórdicos necessitam das maçãs para manterem sua imortalidade e sua eterna juventude. Idun, a deusa da primavera, era a guardiã do pomar onde os valiosos frutos se encontravam.
Quando ela foi enganada pelo deus Loki e entregue ao gigante Thiassi, junto com as famosas maçãs, os deuses nórdicos começaram a envelhecer e tiveram seu poder diminuído. Com o seu último suspiro de força, eles se uniram e conseguiram fazer com que Loki recuperasse Idun e as maçãs. Loki cedeu e, após se transformar em um falcão, foi capaz de resgatar Idun e as maçãs douradas. Os deuses, por sua vez, puderam recuperar sua juventude.

4. Beba amrita – Mitologia hinduísta

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“Amrita” é uma palavra em sânscrito que quase se traduz literalmente como “imortalidade” para o português. Os Devas, ou deuses, eram originalmente mortais ou perderam sua imortalidade por causa de uma maldição e estavam constantemente na procura de uma maneira de obter a vida eterna novamente.
Eles se uniram com seus inimigos, os Asuras, ou antideuses, para agitar o oceano de leite (!) e criar um néctar chamado amrita. Os Devas acabaram enganando os Asuras e os dissuadindo a não beber nada do líquido. Para isso, fizeram Vishnu se disfarçar de uma deusa do sexo feminino, que poderia inserir um desejo incontrolável no coração de qualquer um. Os mestres de ioga alegam serem capazes de beber amrita porque, segundo eles, os Devas derramaram um pouco do líquido na pressa de mantê-lo longe dos Asuras.