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terça-feira, 21 de abril de 2015

As Obras de J.R.R. Tolkien - O Silmarillion



O Silmarillion é uma coletânea de obras literárias de mito-poesias do escritor J. R. R. Tolkien, editado e publicado postumamente por seu filho Christopher Tolkien, em 1977, com a ajuda de Guy Gavriel Kay, que mais tarde tornou-se um notável escritor de fantasia. O Silmarillion juntamente com outras obras de J. R. R. Tolkien, formam uma extensa, embora incompleta, narrativa que descreve o universo da Eä em que se encontram as terras de Valinor, Beleriand, Númenor e da Terra Média em que O Hobbit e O Senhor dos Anéis têm lugar

Depois do sucesso de O Hobbit, e antes da publicação de O Senhor dos Anéis, a editora de Tolkien solicitou uma continuação de O Hobbit, e Tolkien os enviou um rascunho de O Silmarillion. Mas, através de um mal-entendido, o editor rejeitou o projeto sem lê-lo na íntegra, com o resultado Tolkien começou a trabalhar em "Uma Festa Muito Esperada", o primeiro capítulo do que ele descreveu na época como "uma nova história sobre Hobbits", o que tornou-se O Senhor dos Anéis.

O Silmarillion compreende cinco partes. A primeira parte, Ainulindalë, fala da criação de Eä, o "mundo que é". Valaquenta, a segunda parte, dá uma descrição dos Valar e Maiar, os poderes sobrenaturais de Eä. A próxima seção, Quenta Silmarillion, que forma a maior parte da coleção, narra a história dos eventos antes e durante a Primeira Era, incluindo as guerras pelas Silmarils que deu título ao livro. A quarta parte, Akallabêth, relata a história da Queda de Númenor e seu povo, que tem lugar na Segunda Era. A parte final, Dos Anéis de Poder e da Terceira Era, é um breve relato das circunstâncias que levaram e foram apresentadas em O Senhor dos Anéis.

As cinco partes eram, inicialmente, trabalhos separados, mas era desejo expresso de Tolkien mais velho que eles fossem publicados conjuntamente. Devido sua morte antes de terminar a revisão das várias lendas, Christopher reuniu materiais a partir dos escritos mais antigos de seu pai para preencher o livro. Em alguns casos, isso significava que ele tinha de elaborar material completamente novo, a fim de resolver as lacunas e inconsistências na narrativa.



O Silmarillion compreende cinco partes. A primeira parte, "Ainulindalë (A Música dos Ainur)", conta da criação de Eä, o "mundo que é". "Valaquenta (O Relato dos Valar)", a segunda parte, dá a descrição dos Valar e Maiar, os poderes sobrenaturais de Eä. A próxima seção, Quenta Silmarillion (A História das Silmarils), que forma a maior parte do livro, narra a história dos eventos antes e durante a Primeira Era, incluindo as guerras sobre as Silmarils (de onde vem o nome do livro). A quarta parte, Akallabêth, relata a história da Queda de Númenor e seu povo, que tem seu lugar na Segunda Era. A parte final, "Dos Anéis de Poder e a Terceira Era", é um breve relato das circunstâncias que levaram aos eventos narrados em O Senhor dos Anéis.

As cinco partes eram, inicialmente, trabalhos separados, mas foi um desejo que Tolkien expressou, já idoso, de que eles fossem publicados juntos. Devido à morte de J. R. R. Tolkien antes de terminar de revisar as várias lendas que criou, Christopher, seu filho, juntou o antigo material escrito de seu pai para preencher o livro. Em alguns casos, isso significa que ele teve de criar material completamente novo para preencher as lacunas e incoerências na narrativa.

A série History of Middle-earth forma doze volumes num raio-x do processo que levou ao Senhor dos Anéis e ao Silmarillion através do olhar inicial de J.R.R. Tolkien e de comentários de seu filho Christopher.

O Silmarillion, como outros trabalhos de Tolkien sobre a Terra-Média, toma lugar em algum espaço de tempo na história da Terra (Arda). O Silmarillion era para ser uma tradução do terceiro volume dos livros de Bilbo, "Traduções do Élfico", o qual ele escreveu em Valfenda/Rivendell/Imladris.

Dentre os mais notáveis capítulos, estão:

"A Música dos Ainur (Ainulindalë)";
"De Beren e Lúthien";
"De Túrin Turambar" (descrito também nos livros Contos Inacabados e Os Filhos de Húrin);
"De Tuor e da queda de Gondolin";
"De Eärendil e da Guerra da Ira".
A página-título contém inscrições em tengwar significando: "Contos da Primeira Era quando Morgoth viveu na Terra Média e os Elfos guerrearam contra ele para reaver as Silmarilli aos quais são adicionados a Queda de Númenor e a história Dos Anéis de Poder e da Terceira Era na qual esses contos chegaram ao final".



Os primeiros esboços do Silmarillion datam do início de 1925, quando Tolkien escreveu um "Esboço da Mitologia". No entanto, o conceito dos personagens, temas e histórias específicas foram desenvolvidos em 1917, quando Tolkien, então um oficial britânico que havia retornado da França após a Primeira Guerra Mundial, estava numa cama sofrendo da Febre das Trincheiras. Àquela época, ele chamou sua coleção de histórias de The Book of Lost Tales.

Muitos anos depois da guerra, encorajado pelo sucesso de O hobbit, Tolkien enviou uma versão incompleta porém mais desenvolvida de "O Silmarillion" para seu editor, George Allen & Unwin, mas ele rejeitou o trabalho por ser muito obscuro e "demasiadamente celta". Ele, então, pediu a Tolkien que, ao invés desse, fizesse uma continuação para "O Hobbit", ideia que se transformaria na mais famosa, mas não mais importante, obra dele: O Senhor dos Anéis.

No fim dos anos 1950, ele começou novamente a trabalhar no Silmarillion, mas muito de seu trabalho era relacionado a assuntos teológicos e filosóficos mais do que com a narrativa. Durante esse tempo, ele escreveu muito sobre estes tópicos, como o surgimento do mal em Arda, a origem dos Orcs, o costume dos Elfos e sua imortalidade, o Mundo Plano e a história do Sol e da Lua (veja Duas Árvores de Valinor). Por esses tempos, sérias dúvidas o acometeram sobre alguns aspectos fundamentais do trabalho e ele voltou às versões mais antigas das histórias. Parece que ele sentiu que devia solucionar esses problemas antes de publicar a versão final.

Depois da morte de Tolkien, em 1973, Christopher Tolkien compilou a narrativa de "O Silmarillion". Suas intenções parecem ter sido a de manter-se consistente, principalmente, com O Senhor dos Anéis. Às vezes, ele chegou a ter de criar alguma coisa, devido à escassez de anotações de seu pai. Vale observar que Tolkien, muitas vezes, escrevia o livro às pressas, até mesmo com anotações a lápis e, não raramente, ilegíveis. O livro foi, então, publicado no ano de 1977.